Segundo Bergamini (1990) entre as variáveis que afetam o comportamento dos indivíduos na organização estão as individuais e ambientais. Nas variáveis individuais estão a infância, a adolescência e a fase adulta de cada um. Nas ambientais estão o grupo social, cultura, fatores do ambiente físico etc. As pessoas apresentam diferenças individuais no desempenho do trabalho por dois motivos principais. O primeiro é por cada um nascer diferente do outro e o segundo é por terem tido experiências de vida diferentes. E a personalidade do ser humano é resultante disto.Nós, humanos, somos seres constituídos de sentimentos e desejos. Esses fatores influenciam muito no comportamento que cada um de nós adotamos dentro de uma organização: Se estivermos felizes, trabalharemos felizes, realizaremos as atividades com prazer, com mais atenção, cuidado, produziremos mais, sem contar que contagiaremos o ambiente no qual estivermos inseridos; Se estivermos tristes e insatisfeitos, a tendência é cair o rendimento, a taxa de abstenção aumentar, reclamarmos o tempo inteiro, além de contaminarmos todo o ambiente de forma que deixemos todo o grupo doente. Você já presenciou situação parecida?! Acredito que sim. Atualmente, as organizações percebendo que valorizar capital humano é sinônimo de vida organizacional saudável, passaram então a investir pesado neste setor. Percebe-se hoje o cuidado de muitas empresas no bom trato para com os colaboradores e sempre disponibilizando melhores condições de trabalho para sua equipe. Não resta dúvida que esses incentivos refletem nos resultados organizacionais.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Gupos e Equipes
Grupo é um conjunto de pessoas com objetivos comuns, em geral se reúnem por afinidades. O respeito e os benefícios psicológicos que os membros encontram, em geral, produzem resultados de aceitáveis a bons.No grupo todos trabalham voltados para os mesmos objetivos e tem seus papeis e funções bem definidos,vale resaltar que nem todo grupo é uma equipe, mais toda equipe é um grupo!
Na equipe existe uma transparência muito grande entre todos. Ninguém esconde o jogo. Cada um sabe o que o outro pensa e sente sobre os assuntos do trabalho, mas tudo de forma muito construtiva! Além disso, o nível de mútua colaboração é ótimo, trabalham realmente em um time. Cada um pode contar com o outro que espontaneamente e prazerosamente se dispõe a dar o apoio e ajuda quando necessário.
Equipe é um grupo que compreende seus objetivos e está engajado em alcançá-los de forma compartilhada. A comunicação entre os membros é verdadeira e as opiniões diferentes são estimuladas.
Em uma equipe:
- Assumem-se riscos
- A equipe investe constantemente em seu próprio crescimento;
- O grupo transforma-se em equipe quando passa a prestar atenção à sua própria forma de operar e procura resolver os problemas que afetam o seu funcionamento;
Grupos e equipes de trabalho
O grupo de trabalho é o conjunto de dois ou mais indivíduos que são interagentes e interdependentes; é, portanto, um grupo que interage primariamente para compartilhar informação e a tomar decisões que ajudam cada membro a executar melhor as suas tarefas dentro de sua área de responsabilidade. Um grupo não tem oportunidade ou condições para se engajar em um trabalho coletivo que requeira esforço conjunto, pois seu desempenho é meramente a soma das contribuições de cada membro individual.
Onde chega o limite máximo de um grupo começa o conceito de equipe, que atualmente está sendo muito utilizado para referir-se a vários tipos de grupos formais. No ambiente de trabalho, a equipe é um pequeno grupo de pessoas com habilidades complementares e que trabalham em conjunto para alcançar um propósito comum para o qual são coletivamente responsáveis. Uma equipe gera sinergia positiva através do esforço coordenado. Os esforços individuais são integrados para resultar em um nível de desempenho que é maior do que a soma de suas partes individuais. Assim, o que difere uma equipe de um grupo de trabalho são basicamente quatro aspectos fundamentais:
1. Objetivo: enquanto o grupo tem por objetivo partilhar informações, a equipe está voltada para o desempenho coletivo e integrado.
2. Sinergia: enquanto o grupo apresenta sinergia neutra, e muitas vezes negativa, a equipe é capaz de desenvolver sinergia positiva.
3. Responsabilidade: enquanto o grupo se caracteriza pela responsabilidade individual e isolada, a equipe se caracteriza pela responsabilidade individual e mútua, coletiva e solidária entre os membros.
4. Habilidades: enquanto o grupo utiliza habilidades randômicas e variadas de seus membros, a equipe se caracteriza pela complementariedade das habilidades dos seus membros para a realização de uma tarefa comum, conjunta e integrada.
Fonte:http://www.portaladm.adm.br/tga/tga19.htm
Onde chega o limite máximo de um grupo começa o conceito de equipe, que atualmente está sendo muito utilizado para referir-se a vários tipos de grupos formais. No ambiente de trabalho, a equipe é um pequeno grupo de pessoas com habilidades complementares e que trabalham em conjunto para alcançar um propósito comum para o qual são coletivamente responsáveis. Uma equipe gera sinergia positiva através do esforço coordenado. Os esforços individuais são integrados para resultar em um nível de desempenho que é maior do que a soma de suas partes individuais. Assim, o que difere uma equipe de um grupo de trabalho são basicamente quatro aspectos fundamentais:
1. Objetivo: enquanto o grupo tem por objetivo partilhar informações, a equipe está voltada para o desempenho coletivo e integrado.
2. Sinergia: enquanto o grupo apresenta sinergia neutra, e muitas vezes negativa, a equipe é capaz de desenvolver sinergia positiva.
3. Responsabilidade: enquanto o grupo se caracteriza pela responsabilidade individual e isolada, a equipe se caracteriza pela responsabilidade individual e mútua, coletiva e solidária entre os membros.
4. Habilidades: enquanto o grupo utiliza habilidades randômicas e variadas de seus membros, a equipe se caracteriza pela complementariedade das habilidades dos seus membros para a realização de uma tarefa comum, conjunta e integrada.
A Psicologia dos Jesuítas: Uma Contribuição à História das Idéias Psicológicas

No Brasil, ao longo de pelo menos dois séculos, os jesuítas constituíram-se numa presença cultural e social significativa. Apesar de estarem mergulhados no contexto do regime colonial, profundamente imbuído por contradições e conflitos, e submetidos às regras e aos jogos do poder régio, os missionários da Companhia foram responsáveis pela criação da primeira rede de ensino no país e pela construção de numerosas obras, visando à integração das culturas indígenas e das culturas européias.
Destacam-se, entre outras, as peças teatrais e poéticas e o compêndio da gramática da língua tupi - guarani, redigidas por José de Anchieta (1988). A importância da contribuição da Companhia de Jesus na elaboração do saber e da ciência ocidentais, a partir do século XVI, tem sido recentemente apontada por vários estudiosos. A historiografia da ciência e da pedagogia jesuítica constitui-se hoje numa área muito importante de atuação dos historiadores da ciência e da cultura. No que diz respeito especificamente à História das Idéias Psicológicas, deve-se destacar o aporte dos jesuítas à criação de formas, métodos e justificativas para a construção de um tipo de conhecimento da subjetividade e do comportamento humanos muito relevantes para a definição dos alicerces conceituais que darão origem à Psicologia moderna. Com efeito, o saber psicológico proposto pelos jesuítas não é de natureza puramente filosófica e exclusivamente especulativa, mas proporciona uma abordagem aos fenômenos psíquicos visando ao entendimento e controle em função das exigências da vida individual e social. Nessa perspectiva, práticas, tais como a direção espiritual, e o exame de consciência, construídas e utilizadas sistematicamente pelos jesuítas em seus colégios, podem ser consideradas ferramentas significativas no processo de elaboração daquele tipo de competência que será posteriormente chamada de Psicoterapia.
Destacam-se, entre outras, as peças teatrais e poéticas e o compêndio da gramática da língua tupi - guarani, redigidas por José de Anchieta (1988). A importância da contribuição da Companhia de Jesus na elaboração do saber e da ciência ocidentais, a partir do século XVI, tem sido recentemente apontada por vários estudiosos. A historiografia da ciência e da pedagogia jesuítica constitui-se hoje numa área muito importante de atuação dos historiadores da ciência e da cultura. No que diz respeito especificamente à História das Idéias Psicológicas, deve-se destacar o aporte dos jesuítas à criação de formas, métodos e justificativas para a construção de um tipo de conhecimento da subjetividade e do comportamento humanos muito relevantes para a definição dos alicerces conceituais que darão origem à Psicologia moderna. Com efeito, o saber psicológico proposto pelos jesuítas não é de natureza puramente filosófica e exclusivamente especulativa, mas proporciona uma abordagem aos fenômenos psíquicos visando ao entendimento e controle em função das exigências da vida individual e social. Nessa perspectiva, práticas, tais como a direção espiritual, e o exame de consciência, construídas e utilizadas sistematicamente pelos jesuítas em seus colégios, podem ser consideradas ferramentas significativas no processo de elaboração daquele tipo de competência que será posteriormente chamada de Psicoterapia.
Fonte: Marina Massimi - Psicóloga e Professora de História da Psicologia no Curso de Psicologia na USP de Ribeirão Preto
segunda-feira, 13 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Ainda sobre o SENSO COMUM e a CIÊNCIA.
- “Objeto específico, linguagem rigorosa, métodos e técnicas específicos, processo cumulativo do conhecimento e objetividade fazem da ciência uma forma de conhecimento que supera em muito o conhecimento espontâneo do senso comum.”
Mas... Superior COMO?
Fazendo uma analogia que poderá facilitar a compreensão. A seguir temos dois vídeos, de dois músicos. Podemos dizer que um representa a parte “científica” da coisa, e que o outro representa o “senso comum”. Tente identificar qual é qual e nos dizer qual deles é superior aos seus olhos e ouvidos, e por qual razão.
Paco de Lucía: Entre dos Aguas
John Petrucci: Glaskow Kiss
Consegue perceber alguma diferença? ignore o fator “modernidade”, apenas procure identificar qual deles é mais técnico, mais rígido e qual deles te passa maior espontaneidade.
- entendendo o SENSO COMUM e a CIÊNCIA.
Durante a nossa vida adquirimos aprendizados que passam de geração para geração, aprendemos com nossos pais a olhar para os lados ao atravessar a rua, a não pegar carona com desconhecidos, a plantar na época correta, a evitar o “bafo” da chuva, a tomar mel e lambedores quando tossimos... com nossos colegas na escola aprendemos a paquerar e, a “ficar” com a menina ou menino que se destaca aos nossos olhos, a nos comportarmos em sala de aula, a valorizar determinados comportamentos. No dia a dia as rebuscadas teorias científicas são simplificadas, para que possam ser aplicáveis à nossa realidade e para que possam se adaptar a nossa interpretação. São esses aprendizados, que acumulamos cotidianamente e que são passados de geração para geração ao qual chamamos de SENSO COMUM.
A Ciência é uma atividade que tem como objetivo a busca pela compreensão, pelo esclarecimento aprofundado do cotidiano, ela busca elucidar e alterar o cotidiano a partir de um estudo sistemático. A ciência tende a se afastar da realidade para compreendê-la melhor, fazendo de algum aspecto do cotidiano o seu objeto de estudo, sobre o qual irá desenvolver o conhecimento científico. A linguagem utilizada para descrever esse conhecimento científico construído é necessariamente rígida e rigorosa, e o próprio conhecimento é obtido de forma programada, sistemática e controlada, pois ele tem de ser verificável. Há ainda uma característica fundamental da ciência, ele aspira à objetividade, à neutralidade (ausência de emoções), é esse conjunto de características que permite denominarmos um conjunto de conhecimentos de científico.
Baseado em: cap. 1 de Bock, A. M. B.et all., Psicologias – uma introdução ao estudo da psicologia, São Paulo, Ed. Saraiva, 1999.
Hilton Japiassu. A psicologia dos psicólogos, 2.ed. Rio de Janeiro, lmago, 1983. p. 24-6.
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