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terça-feira, 14 de junho de 2011

O comportamento e os gestores nas organizações.

 
Atualmente existem administradores adotando práticas de gestão totalmente adversas às reais necessidades e exigências das empresas em que eles trabalham. O estudo do comportamento das pessoas organizações proporciona a estes gestores um conjunto de ferramentas não apenas eficazes para o alcance de resultados nas organizações, como também para o desenvolvimento e satisfação no trabalho por parte das pessoas. Aspectos como percepção, atitudes, valores, diversidade, estruturas e formação de grupos tornam-se essenciais para um modelo de gestão que ultrapasse as maiores expectativas. Preparar as pessoas e as organizações para os desafios do futuro exige um contínuo aprendizado.. Conhecer pessoas, processos de grupos, cultura organizacional e o modo como esses processos interagem entre si passou a ser uma exigência essencial de qualquer gestor que almeje sucesso no mundo dos negócios e das organizações.



Fonte: Comportamento Organizacional, Dante Quadros e Rosi Mary Trevisan.

PSICOLOGIA E HISTÓRIA

A história da Psicologia tem por volta de dois milênios, tempo referente à Psicologia no Ocidente, que começa entre os gregos, no período anterior da era cristã. A história da construção da construção da psicologia está ligada, em cada momento histórico, às exigências de conhecimento da humanidade, às demais áreas do conhecimento humano e aos novos desafios colocados pela realidade econômica e social e pela insaciável necessidade do homem de compreender a si mesmo.

A PSICOLOGIA ENTRE OS GREGOS E OS PRIMÓRDIOS

A história do pensamento humano tem um momento áureo na Antiguidade, entre os gregos, sendo estes o povo mais evoluído da época. Eis que surgiram alguns homens, como Platão e Aristóteles, que começaram a especular a filosofia em torno do homem e da sua interioridade. O próprio termo psicologia vem do grego significando, etimologicamente, "estudo da alma" onde abarcaria o pensamento, os sentimentos de amor e ódio, a irracionalidade, o desejo, a sensação e a percepção.

Os filósofos pré-socráticos (assim chamados por antecederem Sócrates, filósofo grego) Discutiam se o mundo existe porque o homem o vê ou se o homem vê um mundo que já existe. Havia uma oposição entre os idealistas (a idéia forma o mundo) e os materialistas (a matéria que forma o mundo já é dada para a percepção). Mas é com Sócrates (469-399 a.C.) que a Psicologia na Antiguidade ganha consistência postulando que a principal característica humana era a razão, onde esta permitia ao homem sobrepor-se aos instintos, que seriam a base da irracionalidade. Em seguida Platão (427-347 a.C.), discípulo de Sócrates. Esse filósofo procurou definir um “Lugar" para a razão no nosso próprio corpo, definindo a cabeça como este lugar, onde se encontra a alma do homem. Tendo a medula como elemento de ligação da alma com o corpo. Aristóteles (384-322 a.C.), discípulo de Platão, foi um dos mais importantes pensadores da história da Filosofia. Para ele alma e corpo não podem ser dissociados e a psyché seria o princípio ativo da vida.

PSICOLOGIA NO IMPÉRIO ROMANO E NA IDADE MÉDIA

Próximo a era cristã, surge o império Romano. Tendo como principais características o aparecimento e desenvolvimento do cristianismo tornando-se a religião principal da Idade média. Psicologia nesse período é relaciona ao conhecimento religioso, já que, ao lado do poder econômico e político, a Igreja Católica também monopolizava o saber e, consequentemente, o estudo do psiquismo. E eis que surgi, dois grandes filósofos: Santo Agostinho (354-430) e São Tomás de Aquino (1225-1274).

Santo Agostinho, inspirado em Platão, também fazia uma cisão entre alma e corpo. Sendo para ele a alma não era somente a sede da razão, mas a prova de uma manifestação divina no homem. Já São Tomás de Aquino viveu num período que prenunciava a ruptura da Igreja Católica, o aparecimento do protestantismo - uma época que preparava a transição para o capitalismo, com a revolução francesa e a revolução industrial na Inglaterra. Baseado em Aristóteles fazia distinção entre essência e existência. Cosiderando que a maneira do homem, na sua essência, busca a perfeição através de sua existência. São Tomás de Aquino encontra argumentos racionais para justificar os dogmas; da Igreja e continua garantindo para ela o monopólio do estudo do psiquismo.

A PSICOLOGIA NO RENASCIMENTO

Renascimento (ou Renascença) foi um movimento cultural e simultaneamente um período da história européia, considerado como um marco do final da Idade Média e o início da Idade Moderna. Começou no século XIV na Itália e difundiu-se pela Europa no decorrer dos séculos XV e XVI. Onde o mercantilismo levou à descoberta de novas terras (a América, o caminho para as Índias, a rotado Pacífico), e isto propicionou a acumulação de riquezas pelas nações em formação, como França, Itália, Espanha, Inglaterra. Na transição para o capitalismo, começa a emergir uma nova forma de organização econômica e social. Gerando um processo de valorização do homem em todos os setores da produção humana.


Surgiram as várias obras dos seguintes autores: Dante – escreve Divina Comédia,Leonardo da Vinci pinta o quadro Anunciação, Boticelli pinta o Nascimento de Vênus, Michelangelo esculpe o Davi, Maquiavel escreve O Príncipe. Na ciência também há um grande avanço com Copérnico mostrando que o nosso planeta não é o centro do universo, Galileu realizando as primeiras experiências da Física moderna.

Todo esse avanço na produção de conhecimentos propicionou o início da sistematização do conhecimento científico. Renê Descartes (1596-1659), também contribuiu postulando a separação entre mente (alma, espírito) e corpo, afirmando que o homem possui uma substância material e uma substância pensante, e que o corpo, desprovido do espírito, é apenas uma máquina.


Grupos e equipes de trabalho

   O grupo de trabalho é o conjunto de dois ou mais indivíduos que são interagentes e interdependentes; é, portanto, um grupo que interage primariamente para compartilhar informação e a tomar decisões que ajudam cada membro a executar melhor as suas tarefas dentro de sua área de responsabilidade. Um grupo não tem oportunidade ou condições para se engajar em um trabalho coletivo que requeira esforço conjunto, pois seu desempenho é meramente a soma das contribuições de cada membro individual.
Onde chega o limite máximo de um grupo começa o conceito de equipe, que atualmente está sendo muito utilizado para referir-se a vários tipos de grupos formais. No ambiente de trabalho, a equipe é um pequeno grupo de pessoas com habilidades complementares e que trabalham em conjunto para alcançar um propósito comum para o qual são coletivamente responsáveis. Uma equipe gera sinergia positiva através do esforço coordenado. Os esforços individuais são integrados para resultar em um nível de desempenho que é maior do que a soma de suas partes individuais. Assim, o que difere uma equipe de um grupo de trabalho são basicamente quatro aspectos fundamentais: 
1. Objetivo: enquanto o grupo tem por objetivo partilhar informações, a equipe está voltada para o desempenho coletivo e integrado.
2. Sinergia: enquanto o grupo apresenta sinergia neutra, e muitas vezes negativa, a equipe é capaz de desenvolver sinergia positiva.
3. Responsabilidade: enquanto o grupo se caracteriza pela responsabilidade individual e isolada, a equipe se caracteriza pela responsabilidade individual e mútua, coletiva e solidária entre os membros.
4. Habilidades: enquanto o grupo utiliza habilidades randômicas e variadas de seus membros, a equipe se caracteriza pela complementariedade das habilidades dos seus membros para a realização de uma tarefa comum, conjunta e integrada.
Fonte:http://www.portaladm.adm.br/tga/tga19.htm

A Psicologia dos Jesuítas: Uma Contribuição à História das Idéias Psicológicas



No Brasil, ao longo de pelo menos dois séculos, os jesuítas constituíram-se numa presença cultural e social significativa. Apesar de estarem mergulhados no contexto do regime colonial, profundamente imbuído por contradições e conflitos, e submetidos às regras e aos jogos do poder régio, os missionários da Companhia foram responsáveis pela criação da primeira rede de ensino no país e pela construção de numerosas obras, visando à integração das culturas indígenas e das culturas européias.
Destacam-se, entre outras, as peças teatrais e poéticas e o compêndio da gramática da língua tupi - guarani, redigidas por José de Anchieta (1988). A importância da contribuição da Companhia de Jesus na elaboração do saber e da ciência ocidentais, a partir do século XVI, tem sido recentemente apontada por vários estudiosos. A historiografia da ciência e da pedagogia jesuítica constitui-se hoje numa área muito importante de atuação dos historiadores da ciência e da cultura. No que diz respeito especificamente à História das Idéias Psicológicas, deve-se destacar o aporte dos jesuítas à criação de formas, métodos e justificativas para a construção de um tipo de conhecimento da subjetividade e do comportamento humanos muito relevantes para a definição dos alicerces conceituais que darão origem à Psicologia moderna. Com efeito, o saber psicológico proposto pelos jesuítas não é de natureza puramente filosófica e exclusivamente especulativa, mas proporciona uma abordagem aos fenômenos psíquicos visando ao entendimento e controle em função das exigências da vida individual e social. Nessa perspectiva, práticas, tais como a direção espiritual, e o exame de consciência, construídas e utilizadas sistematicamente pelos jesuítas em seus colégios, podem ser consideradas ferramentas significativas no processo de elaboração daquele tipo de competência que será posteriormente chamada de Psicoterapia.


Fonte: Marina Massimi - Psicóloga e Professora de História da Psicologia no Curso de Psicologia na USP de Ribeirão Preto

domingo, 12 de junho de 2011

Ainda sobre o SENSO COMUM e a CIÊNCIA.

- “Objeto específico, linguagem rigorosa, métodos e técnicas específicos, processo cumulativo do conhecimento e objetividade fazem da ciência uma forma de conhecimento que supera em muito o conhecimento espontâneo do senso comum.”

Mas... Superior COMO?

Fazendo uma analogia que poderá facilitar a compreensão. A seguir temos dois vídeos, de dois músicos. Podemos dizer que um representa a parte “científica” da coisa, e que o outro representa o “senso comum”. Tente identificar qual é qual e nos dizer qual deles é superior aos seus olhos e ouvidos, e por qual razão.

Paco de Lucía: Entre dos Aguas



John Petrucci: Glaskow Kiss


Consegue perceber alguma diferença? ignore o fator “modernidade”, apenas procure identificar qual deles é mais técnico, mais rígido e qual deles te passa maior espontaneidade. 

- entendendo o SENSO COMUM e a CIÊNCIA.

Durante a nossa vida adquirimos aprendizados que passam de geração para geração, aprendemos com nossos pais a olhar para os lados ao atravessar a rua, a não pegar carona com desconhecidos, a plantar na época correta, a evitar o “bafo” da chuva, a tomar mel e lambedores quando tossimos... com nossos colegas na escola aprendemos a paquerar e, a “ficar” com a menina ou menino que se destaca aos nossos olhos, a nos comportarmos em sala de aula, a valorizar determinados comportamentos. No dia a dia as rebuscadas teorias científicas são simplificadas, para que possam ser aplicáveis à nossa realidade e para que possam se adaptar a nossa interpretação. São esses aprendizados, que acumulamos cotidianamente e que são passados de geração para geração ao qual chamamos de SENSO COMUM.  

A Ciência é uma atividade que tem como objetivo a busca pela compreensão, pelo esclarecimento aprofundado do cotidiano, ela busca elucidar e alterar o cotidiano a partir de um estudo sistemático. A ciência tende a se afastar da realidade para compreendê-la melhor, fazendo de algum aspecto do cotidiano o seu objeto de estudo, sobre o qual irá desenvolver o conhecimento científico. A linguagem utilizada para descrever esse conhecimento científico construído é necessariamente rígida e rigorosa, e o próprio conhecimento é obtido de forma programada, sistemática e controlada, pois ele tem de ser verificável. Há ainda uma característica fundamental da ciência, ele aspira à objetividade, à neutralidade (ausência de emoções), é esse conjunto de características que permite denominarmos um conjunto de conhecimentos de científico.

Baseado em: cap. 1 de Bock, A. M. B.et all., Psicologias – uma introdução ao estudo da psicologia, São Paulo, Ed. Saraiva, 1999. 
Hilton Japiassu. A psicologia dos psicólogos, 2.ed. Rio de Janeiro, lmago, 1983. p. 24-6.