terça-feira, 14 de junho de 2011
O comportamento e os gestores nas organizações.
PSICOLOGIA E HISTÓRIA
A história da Psicologia tem por volta de dois milênios, tempo referente à Psicologia no Ocidente, que começa entre os gregos, no período anterior da era cristã. A história da construção da construção da psicologia está ligada, em cada momento histórico, às exigências de conhecimento da humanidade, às demais áreas do conhecimento humano e aos novos desafios colocados pela realidade econômica e social e pela insaciável necessidade do homem de compr
eender a si mesmo.
A PSICOLOGIA ENTRE OS GREGOS E OS PRIMÓRDIOS
A história do pensamento humano tem um momento áureo na Antiguidade, entre os gregos, sendo estes o povo mais evoluído da época. Eis que surgiram alguns homens, como Platão e Aristóteles, que começaram a especular a filosofia em torno do homem e da sua interioridade. O próprio termo psicologia vem do grego significando, etimologicamente, "estudo da alma" onde abarcaria o pensamento, os sentimentos de amor e ódio, a irracionalidade, o desejo, a sensação e a percepção.
Os filósofos pré-socráticos (assim chamados por antecederem Sócrates, filósofo grego) Discutiam se o mundo existe porque o homem o vê ou se o homem vê um mundo que já existe. Havia uma oposição entre os idealistas (a idéia forma o mundo) e os materialistas (a matéria que forma o mundo já é dada para a percepção). Mas é com Sócrates (469-399 a.C.) que a Psicologia na Antiguidade ganha consistência postulando que a principal característica humana era a razão, onde esta permitia ao homem sobrepor-se aos instintos, que seriam a base da irracionalidade. Em seguida Platão (427-347 a.C.), discípulo de Sócrates. Esse filósofo procurou definir um “Lugar" para a razão no nosso próprio corpo, definindo a cabeça como este lugar, onde se encontra a alma do homem. Tendo a medula como elemento de ligação da alma com o corpo. Aristóteles (384-322 a.C.), discípulo de Platão, foi um dos mais importantes pensadores da história da Filosofia. Para ele alma e corpo não podem ser dissociados e a psyché seria o princípio ativo da vida.
PSICOLOGIA NO IMPÉRIO ROMANO E NA IDADE MÉDIA
Próximo a era cristã, surge o império Romano. Tendo como principais características o aparecimento e desenvolvimento do cristianismo tornando-se a religião principal da Idade média. Psicologia nesse período é relaciona ao conhecimento religioso, já que, ao lado do
poder econômico e político, a Igreja Católica também monopolizava o saber e, consequentemente, o estudo do psiquismo. E eis q
ue surgi, dois grandes filósofos: Santo Agostinho (354-430) e São Tomás de Aquino (1225-1274).
Santo Agostinho, inspirado em Platão, também fazia uma cisão entre alma e corpo. Sendo para ele a alma não era somente a sede da razão, mas a prova de uma manifestação divina no homem. Já São Tomás de Aquino viveu num período que prenunciava a ruptura da Igreja Católica, o aparecimento do protestantismo - uma época que preparava a transição para o capitalismo, com a revolução francesa e a revolução industrial na Inglaterra. Baseado em Aristóteles fazia distinção entre essência e existência. Cosiderando que a maneira do homem, na sua essência, busca a perfeição através de sua existência. São Tomás de Aquino encontra argumentos racionais para justificar os dogmas; da Igreja e continua garantindo para ela o monopólio do estudo do psiquismo.
A PSICOLOGIA NO RENASCIMENTO
Renascimento (ou Renascença) foi um movimento cultural e simultaneamente um período da história européia, considerado como um marco do final da Idade Média e o início da Idade Moderna. Começou no século XIV na Itália e difundiu-se pela Europa no decorrer dos séculos XV e XVI. Onde o mercantilismo levou à descoberta de novas terras (a América, o caminho para as Índias, a rotado Pacífico), e isto propicionou a acumulação de riquezas pelas nações em formação, como França, Itália, Espanha, Inglaterra. Na transição para o capitalismo, começa a emergir uma nova forma de organização econômica e social. Gerando um processo de valorização do homem em todos os setores da produção humana.
Surgiram as várias obras dos seguintes autores: Dante – escreve Divina Comédia,Leon
ardo da Vinci pinta o quadro Anunciação, Boticelli pinta o Nascimento de Vênus, Michelangelo esculpe o Davi, Maquiavel escreve O Príncipe. Na ciência também há um grande avanço com Copérnico mostrando que o nosso planeta não é o centro do universo, Galileu realizando as primeiras experiências da Física moderna.
Todo esse avanço na produção de conhecimentos propicionou o início da sistematização do conhecimento científico. Renê Descartes (1596-1659), também contribuiu postulando a separação entre mente (alma, espírito) e corpo, afirmando que o homem possui uma substância material e uma substância pensante, e que o corpo, desprovido do espírito, é apenas uma máquina.
Grupos e equipes de trabalho
Onde chega o limite máximo de um grupo começa o conceito de equipe, que atualmente está sendo muito utilizado para referir-se a vários tipos de grupos formais. No ambiente de trabalho, a equipe é um pequeno grupo de pessoas com habilidades complementares e que trabalham em conjunto para alcançar um propósito comum para o qual são coletivamente responsáveis. Uma equipe gera sinergia positiva através do esforço coordenado. Os esforços individuais são integrados para resultar em um nível de desempenho que é maior do que a soma de suas partes individuais. Assim, o que difere uma equipe de um grupo de trabalho são basicamente quatro aspectos fundamentais:
1. Objetivo: enquanto o grupo tem por objetivo partilhar informações, a equipe está voltada para o desempenho coletivo e integrado.
2. Sinergia: enquanto o grupo apresenta sinergia neutra, e muitas vezes negativa, a equipe é capaz de desenvolver sinergia positiva.
3. Responsabilidade: enquanto o grupo se caracteriza pela responsabilidade individual e isolada, a equipe se caracteriza pela responsabilidade individual e mútua, coletiva e solidária entre os membros.
4. Habilidades: enquanto o grupo utiliza habilidades randômicas e variadas de seus membros, a equipe se caracteriza pela complementariedade das habilidades dos seus membros para a realização de uma tarefa comum, conjunta e integrada.
A Psicologia dos Jesuítas: Uma Contribuição à História das Idéias Psicológicas

Destacam-se, entre outras, as peças teatrais e poéticas e o compêndio da gramática da língua tupi - guarani, redigidas por José de Anchieta (1988). A importância da contribuição da Companhia de Jesus na elaboração do saber e da ciência ocidentais, a partir do século XVI, tem sido recentemente apontada por vários estudiosos. A historiografia da ciência e da pedagogia jesuítica constitui-se hoje numa área muito importante de atuação dos historiadores da ciência e da cultura. No que diz respeito especificamente à História das Idéias Psicológicas, deve-se destacar o aporte dos jesuítas à criação de formas, métodos e justificativas para a construção de um tipo de conhecimento da subjetividade e do comportamento humanos muito relevantes para a definição dos alicerces conceituais que darão origem à Psicologia moderna. Com efeito, o saber psicológico proposto pelos jesuítas não é de natureza puramente filosófica e exclusivamente especulativa, mas proporciona uma abordagem aos fenômenos psíquicos visando ao entendimento e controle em função das exigências da vida individual e social. Nessa perspectiva, práticas, tais como a direção espiritual, e o exame de consciência, construídas e utilizadas sistematicamente pelos jesuítas em seus colégios, podem ser consideradas ferramentas significativas no processo de elaboração daquele tipo de competência que será posteriormente chamada de Psicoterapia.

